A EUROPA E O 13.º DEPUTADO COMO ALVO DO CHEGA

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Davide Pereira.. Activista Evangélico. Finlândia.

O Chega de André Ventura poderá ainda contar com um 13.º deputado após a repetição das eleições no círculo da Europa, a 12 e 13 de março.

O Chega está confiante que o partido teve “uma votação superior no círculo da Europa do que em território nacional”.

São aos milhares os portugueses por essa Europa que não se identificam com o governo socialista de António Costa e com a respectiva maioria de deputados do Partido Socialista na Assembleia da República.

Entretanto e alegadamente, a votação pelo círculo europeu pode ter sido muito bem “gato com rabo de fora”. Alegadamente também pode ter sido uma aliança entre o PS e o PSD no círculo europeu, na medida em que em Portugal o partido de Rui Rio estive simplesmente “nas tintas” para as legislativa contribuindo assim para uma maioria socialista e de mais uns quantos anos de corrupção.

André Ventura inicia esta quarta-feira um périplo europeu para fazer campanha para a repetição da votação nas legislativas no círculo da Europa

Entretanto o Chega continua a ser um “trampolim” para alimentar ambições políticas de alguns oportunistas politicamente frustrados e falidos ideologicamente.

Já aconteceu nos Açores com um deputado e agora no continente com pseudo-vereadores eleitos pelo Chega que o atraiçoam por “ 30 moedas”, “complacência pessoal”.

Isso e outras estórias levou o partido Chega a retira a confiança política a vereadores de Sesimbra e Seixal.

Em causa estão a viabilização de orçamentos comunistas em ambos os casos e a aceitação de um pelouro num deles.

Em cinco meses, o partido perde três dos 19 vereadores eleitos.

O Chega retirou a confiança política aos vereadores eleitos pelo partido em Sesimbra e no Seixal. Ambos viabilizaram orçamentos municipais da CDU e, no caso de Sesimbra, o vereador aceitou um pelouro, o da Proteção Civil, justificou esta segunda-feira o presidente do Chega, André Ventura.

“Nos dois casos, houve uma violação direta das regras do partido de não pactuar com partidos que têm destruído Portugal”, acrescentou, em conferência de imprensa, na sede do Chega, em Lisboa.

A viabilização dos orçamentos comunistas “envergonha o partido, os próprios vereadores e os eleitores”, sublinhou André Ventura, acusando Márcio Souza (eleito em Sesimbra) e Henrique Freire (eleito no Seixal) de “complacência pessoal” e de obedecerem a “interesses obscuros”. “É inadmissível e nenhum partido antissistema pode viver com isto de forma complacente e de forma tolerante”, disse ainda, anunciando que ambos os vereadores “deixam de representar o partido e passam a agir como independentes a partir de hoje”.

Sesimbra e Seixal foram “concelhos fundamentais para o crescimento do Chega, até nas últimas legislativas”, levando à eleição de um deputado pelo círculo de Setúbal, destacou.

Sesimbra, Seixal, Fernão Ferro como também Amora, os evangélicos ( em especial a comunidade evangélica brasileira ) votaram massivamente no Chega e isto não foi para agora começarem a fazer alianças com o CDU.

“Sem dúvida que André Ventura com esta tomada de posição está a dizer-nos a nós, ativistas evangélicos, entre eles eu, que o nosso voto não foi em vão”. Disse-nos um Pastor Evangélico de Setúbal que preferiu guardar o anonimato.

Quanto aos deputados municipais em ambos os concelhos, “mantêm-se firmemente leais e inabalavelmente ao lado do Chega”, garantiu.

Entretanto André Ventura anunciou a realização de uma nova convenção autárquica a 12 de março em Lisboa.

Em rigor, Márcio Souza já se tinha declarado independente em dezembro, falando em “desacordo total com a forma de atuação do partido”. Para Ventura, “muitas vezes as pessoas dizem o que dizem, mas depois mantêm-se a levar a cabo funções em nome do Chega” e “há um momento em que tem de ser o Chega a dizê-lo”.

Assim, dos 19 vereadores eleitos pelo partido nas autárquicas de setembro restam 16 depois de, logo em novembro, Cidalia Figueira, eleita em Moura, ter alegado “divergências políticas” e “alguns desentendimentos” com o Chega para passar a independente.

Mais uma oportunista que usou o Chega como “trampolim” político e seguir a sua própria agenda pessoal.

Menos de um mês após as autárquicas, o vereador eleito pelo Seixal já tinha gerado desconforto por ter votado na CDU para a eleição para as assembleias de freguesia de Amora e Corroios, quando podia ter-se abstido. Na altura, em comunicado, o Chega Seixal assegurou que “não se vendeu, nem se venderá, por um cargo, um pelouro ou qualquer outro ‘tacho’ que manche a confiança depositada pelos eleitores” nem “fará qualquer coligação/acordo pós-eleitoral com a CDU, com o PS/PSD ou qualquer outro partido no Seixal”. Judas!!!

Ventura afirmou que ao mesmo tempo que pretendeu “preservar a autonomia dos eleitos”, o partido que lidera não poderia aceitar “esta complacência entre a vereação e a gestão comunista”.

As explicações dadas pelos vereadores que passam agora a independentes foram “praticamente nenhumas”, apontou.

Questionado sobre se não teme que algo semelhante aconteça no grupo parlamentar de 12 deputados que o Chega elegeu nas legislativas de janeiro, Ventura disse não crer que isso venha a ocorrer.

Mas se acontecer, o deputado do Chega que viabilizar um orçamento ou aceitar um cargo num governo do PS “terá o mesmo destino”, sentenciou e sentenciou muito bem.

André Ventura afirmou-se confiante de que a bancada parlamentar do Chega poderá ainda contar com um 13.º deputado após a repetição das eleições no círculo da Europa, a 12 e 13 de março.
E sabemos de ante-mão que o Chega pode contar também com os evangélicos, comentou connosco um líder evangélico de Dortmund, Alemanha.

Segundo André Ventura o partido teve “uma votação superior no círculo da Europa do que em território nacional”.

“O Chega acredita que conseguirá, contados os votos finais, dividir com o Partido Socialista, os dois deputados do círculo da Europa”, disse André Ventura. “Vamos percorrer os locais onde mais emigrantes portugueses se encontram, vamos encontrar-nos com eles, vamos realizar encontros, ouvir as suas preocupações”.

Um encontro com emigrantes em Espanha, apontando que tanto o PSD nacional como o PP espanhol estão “desgastados”, “sem rumo” e com “possíveis alterações de liderança” no horizonte.

Na próxima semana, André Ventura vai a Paris fazer campanha junto dos emigrantes portugueses e apelar ao voto em Marine Le Pen, líder da União Nacional, para as presidenciais francesas de abril.

André Ventura, Marine Le Pen e Diogo Pacheco de Amorim.

“Faremos um comício conjunto, um encontro conjunto, entre franceses e emigrantes portugueses em França”, acrescentou André Ventura.

Bélgica, Luxemburgo e Reino Unido são as outras paragens deste périplo europeu.

O 13.º deputado do Chega não é uma miragem se todos nós no círculo europeu continuarmos a dizer Chega.

DAVIDE PEREIRA.
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